A música na Argentina


Sempre quando pensamos no país dos nossos hermanos, nos vem na cabeça o Tango!

Algo que, pelo menos eu, conhecia mais a roupa e a dança, do que a própria música. O que na minha adolescência, fez com que eu nunca tentasse me aproximar da música Argentina.

Tango não é apenas uma dança e uma roupa. E a música Argentina é algo que nos encanta cada dia mais.

Rock Argentino, é algo que surpreende! E os argentinos são loucos por rock! Me arrisco a dizer, que muito mais que nós brasileiros. É surpreendente o número de boas bandas de rock que compõem o cenário musical argentino.

Tango ao contrário do que pensamos, não é o estilo musical mais tradicional da Argentina. É sim, o mais conhecido mundo afora. Mas na Argentina, a música mais tradicional e difundida, principalmente nas cidades mais afastadas do centro, é a Musica Folclórica, um estilo musical que tem sons de raízes indígenas.

À partir da Musica Folclórica, chegamos à cumbia. Muito conhecida, e escutada nos países latino-americanos.

Além dos estilos acima já mais conhecidos, a música Argentina não decepciona no reggae. Apesar de não ser muito conhecida fora do país, os argentinos não mandam mal não.

Descobrimos também que não foi só no Brasil que tivemos a fase de “girls group” como o grupo Rouge. E a cúmbia da geração atual da música Argentina, parece muito com o nosso sertanejo universitário.

Tango

O surgimento do tango, tem inicio no século XIX, e nos faz entender um pouco da história Argentina. Principalmente de Buenos Aires, local do surgimento do Tango.

No início deste século, começa um grande incentivo pela chegada de mão de obra européia para aumentar a força de trabalho, e de acordo com relatos – higienistas – da época, “refinar” a cultura com a chegada de espanhóis, italianos, franceses, e poloneses.

Nesse período acontece o aumento do número da população masculina de Buenos Aires. Com isso – e não somente por isso – aumentou-se o número da procura por prostíbulos. Formavam-se FILAS na porta dos estabelecimentos!

Com o aumento da circulação de pessoas, as “casas” passaram a buscar formas de entretenimento enquanto o cliente aguardava sua vez. A diversidade de cultura fez com que estilos como: polca européia, a havaneira cubana, o candombe uruguaio e a milonga espanhola, se misturassem, para daí surgir o Tango.

Tango em seu início, surgiu sem letra, apenas ritmo. Uma dança que remetia mais ao clima de onde surgiu. Algo mais sensual e rítmico.

O surgimento das letras, representou bastante seu lugar de origem. O que fez com que de início fosse visto de forma preconceituosa pela sociedade, algo de “pessoas de má índole”.

Essa “internacionalização de culturas” entre latinos e europeus, fez que com o ritmo, inevitavelmente chegasse na Europa. A aceitação foi tão grande, que o ritmo se difundiu e ganhou letras de fora da realidade do prostíbulo, estendendo bastante seu alcance.

Voltando à Argentina, o ritmo explodiu com o surgimento de uma das personalidades artísticas mais conhecidas da Argentina. O cantor de tango, Carlos Gardel, que mesmo tendo nascido na França, afirma, e jura de pé juntos, que “nasceu com dois anos e meio em Buenos Aires”.

Gardel trouxe o romantismo às letras de Tango, contribuindo muito para que este estilo musical, tornasse a ser conhecido na Argentina como sinônimo de paixão, melancolia e tristeza.

 

 

Fonte: www.blogvamospromundo.com